A população de Cianorte (a 85 quilômetros de Maringá) inicia um trabalho para impedir o avanço da violência no município, fenômeno que se intensificou nos últimos cinco anos com a divulgação em âmbito nacional dos altos índices de qualidade de vida e de oferta de empregos na cidade. Na semana passada, representantes das polícias Civil e Militar, Ministério Público, poderes Executivo, Legislativo e Associação Comercial deram início à busca de alternativas.
Nesta sexta-feira, as autoridades se reúnem, às 20 horas, no Centro Social Urbano, com representantes das associações de bairros. “O crescimento da violência não é um problema exclusivo de Cianorte”, entende o presidente do Conselho Municipal de Segurança, Virgilino Ferreira Varella.
Para ele, a diferença é que, até alguns anos atrás, Cianorte vivia uma tranqüilidade muito maior do que outros municípios e a situação mudou muito rapidamente.
“A sociedade precisa reagir agora para evitar que o problema se agrave”, justifica, lembrando que resultados mais efetivos só serão sentidos quando for feito um trabalho mais amplo, envolvendo todo o Estado.
Na reunião da semana passada, empresários sugeriram a criação de uma forma de arrecadar fundos junto a empresas para investimentos na estruturação das polícias, como viaturas, armas e combustível.
Para o delegado Ítalo Sega, a idéia merece ser analisada: “Nosso efetivo trabalha de forma a solucionar da melhor forma todos os crimes, mas se houver um maior investimento na prevenção, com certeza todos sairemos ganhando”, afirmou.
O delegado pediu apoio da Prefeitura para uma ampliação na cadeia e recebeu a garantia que o trabalho será realizado.
O promotor Joélson Pereira observou que dois terços dos marginais que agem atualmente em Cianorte são da própria cidade, a maioria jovens que ainda podem ter o comportamento mudado se forem oferecidas alternativas.
“Precisamos um estudo para definir quais são os pontos críticos e investir no acompanhamento, criando condições para que as famílias possam superar as dificuldades momentâneas e ajudar na reabilitação dessas pessoas”, argumentou.
O comandante da 3ª Companhia da PM, capitão Elias Ariel de Souza, chamou a atenção para a realidade do mundo atual. Segundo ele, a violência cresce em ritmo acelerado em todo o mundo e Cianorte não ia ser exceção, principalmente depois da divulgação feita na grande imprensa sobre as vantagens do município.
“Somos naturalmente saudosistas e ficamos querendo comparar a cidade de hoje com a que tínhamos dez anos atrás. O mundo mudou e a situação de Cianorte ainda é uma das melhores, pois não temos favelização”.
Na reunião da noite desta sexta-feira, será discutida uma contrapartida da sociedade civil no trabalho da Polícia.
“A Polícia precisa de informação para antecipar-se à ação dos criminosos”, ressalta Ariel, para quem há sugestões para que a Polícia e a comunidade trabalhem de forma integrada. “A reação da comunidade precisa começar o quanto antes, enquanto a situação ainda está sob controle”, lembra.
Fonte: O Diário
Nesta sexta-feira, as autoridades se reúnem, às 20 horas, no Centro Social Urbano, com representantes das associações de bairros. “O crescimento da violência não é um problema exclusivo de Cianorte”, entende o presidente do Conselho Municipal de Segurança, Virgilino Ferreira Varella.
Para ele, a diferença é que, até alguns anos atrás, Cianorte vivia uma tranqüilidade muito maior do que outros municípios e a situação mudou muito rapidamente.
“A sociedade precisa reagir agora para evitar que o problema se agrave”, justifica, lembrando que resultados mais efetivos só serão sentidos quando for feito um trabalho mais amplo, envolvendo todo o Estado.
Na reunião da semana passada, empresários sugeriram a criação de uma forma de arrecadar fundos junto a empresas para investimentos na estruturação das polícias, como viaturas, armas e combustível.
Para o delegado Ítalo Sega, a idéia merece ser analisada: “Nosso efetivo trabalha de forma a solucionar da melhor forma todos os crimes, mas se houver um maior investimento na prevenção, com certeza todos sairemos ganhando”, afirmou.
O delegado pediu apoio da Prefeitura para uma ampliação na cadeia e recebeu a garantia que o trabalho será realizado.
O promotor Joélson Pereira observou que dois terços dos marginais que agem atualmente em Cianorte são da própria cidade, a maioria jovens que ainda podem ter o comportamento mudado se forem oferecidas alternativas.
“Precisamos um estudo para definir quais são os pontos críticos e investir no acompanhamento, criando condições para que as famílias possam superar as dificuldades momentâneas e ajudar na reabilitação dessas pessoas”, argumentou.
O comandante da 3ª Companhia da PM, capitão Elias Ariel de Souza, chamou a atenção para a realidade do mundo atual. Segundo ele, a violência cresce em ritmo acelerado em todo o mundo e Cianorte não ia ser exceção, principalmente depois da divulgação feita na grande imprensa sobre as vantagens do município.
“Somos naturalmente saudosistas e ficamos querendo comparar a cidade de hoje com a que tínhamos dez anos atrás. O mundo mudou e a situação de Cianorte ainda é uma das melhores, pois não temos favelização”.
Na reunião da noite desta sexta-feira, será discutida uma contrapartida da sociedade civil no trabalho da Polícia.
“A Polícia precisa de informação para antecipar-se à ação dos criminosos”, ressalta Ariel, para quem há sugestões para que a Polícia e a comunidade trabalhem de forma integrada. “A reação da comunidade precisa começar o quanto antes, enquanto a situação ainda está sob controle”, lembra.
Fonte: O Diário
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