quarta-feira, 1 de outubro de 2008

PMDB de São Jorge do Ivaí quer cassar deputado estadual do Partido

O diretório municipal do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de São Jorge do Ivaí (a 49 quilômetros de Maringá), anunciou, nesta terça-feira, que entrou na sexta-feira (26) com representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), em Curitiba, visando a cassação do mandato de deputado estadual de Antônio Martins Anibelli.
Os peemedebistas daquela cidade estão revoltados por causa do apoio manifesto de Anibelli ao candidato à reeleição, prefeito Mílton Muzolon (PP), ao invés de subir no palanque do candidato a prefeito do PMDB, João Carlos Sanches.
Na representação protocolada no TRE, o advogado do diretório peemedebista de São Jorge do Ivaí, Rogério Calazans da Silva, cita vários episódios para comprovar a suposta infidelidade partidária de Anibelli para com a agremiação durante a campanha eleitoral daquela cidade.
O deputado, além de subir no palanque durante os comícios de Muzolon, gravou mensagens eleitorais a favor do candidato do PP para serem veiculadas no município e se deixou fotografar com o número 11 na camisa, ao lado de candidatos e militantes contrários ao PMDB. “Denunciamos Anibelli por questões eleitorais”, explicou ao O Diário, Calazans da Silva.
“Queremos que o TRE confirme a infidelidade do deputado para que seja expulso do Partido e tenha o mandato cassado”, afirmou.
Os dirigentes do PMDB de São Jorge do Ivaí disseram que, antes de recorrerem à Justiça Eleitoral, acionaram a Comissão de Ética do Partido, em Curitiba, mas não foram atendidos.
Procurado pela reportagem de O Diário, o deputado estadual Antônio Anibelli confirmou o apoio ao prefeito de São Jorge do Ivaí, candidato à reeleição, mas sem comentar a ação na Justiça Eleitoral promovida por peemedebistas daquela cidade.
Livre arbítrio
O presidente do Diretório Estadual do PMDB, deputado estadual Waldyr Pugliesi, analisou a situação em São Jorge do Ivaí e afirmou: “Cada um faz o que bem entende. Estão pedindo a cassação, que peçam. Os diretórios municipais têm autonomia para fazer o que quiserem”.
Pugliesi, porém, fez uma ressalva: “Precisamos fazer uma reforma política neste País que seja para valer”, concluiu.
Fonte: O Diário

Nenhum comentário: