Cerca de 1.200 mulheres do movimento dos trabalhadores rurais Via Campesina, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizaram uma marcha pelas ruas de Porecatu, Norte do estado, na manhã desta segunda-feira (9). A passeata fez parte de um encontro que reuniu, no final de semana, trabalhadoras de todo o Paraná na cidade com o lema: “Mulheres camponesas em luta contra o agronegócio, pela reforma agrária e soberania alimentar”.
Segundo uma das coordenadoras do encontro, Salete Back, os principais objetivos da marcha são denunciar o agronegócio e seus problemas ambientais, e reivindicar realização de uma reforma agrária de fato e não apenas de conversas. Desde novembro, o MST ocupa com 300 famílias uma fazenda no município. “Estamos reivindicando a desapropriação desta fazenda para que possamos repassar as terras para as famílias, que cultivaram alimentos saudáveis e de qualidade, ao contrário do que é praticado pelo agronegócio”, afirma.
De acordo com Salete, o atual modelo praticado pelo agronegócio privilegia apenas as grandes empresas, além de trazer sérios prejuízos para o meio ambiente. Segundo o movimento, para a obtenção de lucro e alta produção, estas empresas utilizam grande quantidade de agrotóxicos, considerados por ela como “tecnologia da morte”. “Levando em consideração que o povo não come o que é cultivado nas grandes monoculturas, como a soja e a cana-de-açúcar, defendemos uma produção para o povo e com o povo. Queremos cultivar uma grande variedade de alimentos saudáveis, com sementes produzidas pelos próprios agricultores. Não somos contra a tecnologia, mas não defendemos a tecnologia que consideramos da morte, como os agrotóxicos”, ressalta.
Para o presidente da União Democrática Ruralista (UDR) no Paraná, Marcos Prochet, este argumento apresentado pela Via Campesina não se sustenta. Segundo o ruralista, toda a utilização de agrotóxico é acompanhada por profissionais. “Sem a aplicação de agrotóxicos nas plantações ninguém estaria comendo. No entanto, para fazer uma aplicação de em uma lavoura é preciso ter a receita de um agrônomo, então nada é feito do jeito como eles falam. E se vocês questionarem quais são os tipos de agrotóxicos utilizados nas plantações, tenho certeza que essas mulheres não saberão responder”, afirma.
De acordo com Prochet, para o MST é fácil criticar, pois o movimento não se dedica ao cultivo efetivo das terras destinadas ao grupo. “Produzir que é bom nunca fizeram. A maior mentira que divulgam é que são os sem terras que produzem a maioria dos alimentos consumidos, pois como produzem tanto se ainda recebem cestas-básicas do governo?”, questiona.
(Gazeta do Povo Online)
Segundo uma das coordenadoras do encontro, Salete Back, os principais objetivos da marcha são denunciar o agronegócio e seus problemas ambientais, e reivindicar realização de uma reforma agrária de fato e não apenas de conversas. Desde novembro, o MST ocupa com 300 famílias uma fazenda no município. “Estamos reivindicando a desapropriação desta fazenda para que possamos repassar as terras para as famílias, que cultivaram alimentos saudáveis e de qualidade, ao contrário do que é praticado pelo agronegócio”, afirma.
De acordo com Salete, o atual modelo praticado pelo agronegócio privilegia apenas as grandes empresas, além de trazer sérios prejuízos para o meio ambiente. Segundo o movimento, para a obtenção de lucro e alta produção, estas empresas utilizam grande quantidade de agrotóxicos, considerados por ela como “tecnologia da morte”. “Levando em consideração que o povo não come o que é cultivado nas grandes monoculturas, como a soja e a cana-de-açúcar, defendemos uma produção para o povo e com o povo. Queremos cultivar uma grande variedade de alimentos saudáveis, com sementes produzidas pelos próprios agricultores. Não somos contra a tecnologia, mas não defendemos a tecnologia que consideramos da morte, como os agrotóxicos”, ressalta.
Para o presidente da União Democrática Ruralista (UDR) no Paraná, Marcos Prochet, este argumento apresentado pela Via Campesina não se sustenta. Segundo o ruralista, toda a utilização de agrotóxico é acompanhada por profissionais. “Sem a aplicação de agrotóxicos nas plantações ninguém estaria comendo. No entanto, para fazer uma aplicação de em uma lavoura é preciso ter a receita de um agrônomo, então nada é feito do jeito como eles falam. E se vocês questionarem quais são os tipos de agrotóxicos utilizados nas plantações, tenho certeza que essas mulheres não saberão responder”, afirma.
De acordo com Prochet, para o MST é fácil criticar, pois o movimento não se dedica ao cultivo efetivo das terras destinadas ao grupo. “Produzir que é bom nunca fizeram. A maior mentira que divulgam é que são os sem terras que produzem a maioria dos alimentos consumidos, pois como produzem tanto se ainda recebem cestas-básicas do governo?”, questiona.
(Gazeta do Povo Online)
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