A Secretaria de Gestão Pública de Londrina encaminhou, na tarde desta quarta-feira (11), para a empresa SP Alimentação, responsável pela merenda escolar, um pedido de esclarecimento sobre a denúncia de entrega de maçãs estragadas na terça-feira (10) na Escola Municipal Eugênio Brugin, no Conjunto São Lourenço, zona sul. Aproximadamente 420 alunos ficaram sem a fruta que seria entregue como sobremesa.
De acordo com o secretário, Nilso Paulo da Silva, a denúncia foi protocolada oficialmente somente na manhã desta quarta-feira e a empresa terá cinco dias para apresentar a defesa sobre o caso. “No entanto, neste caso não tem muito que a empresa explicar, pois as imagens são claras”, comenta. Nesta quinta-feira (12) vence o prazo enviar à prefeitura as explicações sobre os problemas registrados na entrega de carnes e a segunda-feira (16) é o limite para a SP Alimentação se pronunciar a respeito dos problemas com a distribuição dos hortifrutigranjeiros.
Sobre a declaração do prefeito interino, José Roque Neto (PTB), na terça-feira de que iria orientar a Procuradoria Jurídica da Prefeitura a suspender o contrato de fornecimento da merenda escolar, Silva, que também ocupa o cargo de Procurador Jurídico, informou que ainda não foi enviada nenhuma recomendação. “Acredito que o prefeito deve aguardar todos os pedidos de informação solicitados pela prefeitura para depois analisar se elas são suficientes ou não. Caso considere que sejam inadequadas, o prefeito deverá fazer o encaminhamento à Procuradoria. Desta forma, ele não dará margem para um julgamento sem ouvir a outra parte envolvida”, explica.
Problemas com a empresa se arrastam desde o começo do contrato, em 2006, quando a Prefeitura terceirizou o serviço por R$ 10,4 milhões anuais. Além do próprio prefeito, os vereadores também aprovaram na sessão de terça-feira (10) um requerimento em que pedem a “imediata suspensão do contrato” com a empresa. Apenas neste ano, a SP enfrentou suspeitas de armazenar alimentos sem condições técnicas, de fornecer carne de qualidade inferior - não especificada em contrato – servir porções individuais reduzidas e, agora, de oferecer maçãs podres.
Segundo Silva, a Comissão Especial criada pela Prefeitura para apurar a denúncias vai apresentar nos próximos dias um relatório parcial do que foi investigado. O secretário adiantou que um dos argumentos apresentados pela SP Alimentação é o problema com fornecedores. “No entanto, eles não explicam que tipos de problemas estão enfrentando com os fornecedores. Eles chegaram a romper o contrato com um fornecedor de hortifruti, mas não informaram para a prefeitura o motivo”, afirma
O secretário diz que no relatório que será apresentado à empresa não apresenta a questão financeira como um dos motivos pela queda da qualidade dos alimentos servidos. “Formalmente a empresa não diz que está faltando dinheiro, já que o pagamento por parte da prefeitura está em dia. Porém, em 2008 eles solicitaram um reajuste no contrato e que foi negado pela gestão anterior”, comenta.
A reportagem do JL entrou em contato com a assessoria de imprensa da SP Alimentação para saber se a empresa já tinha providenciado as respostas ao pedido da prefeitura sobre os problemas na distribuição de carne, mas a assessoria não soube informar se o documento está finalizado.
Associação dos Produtores de Maçãs se manifesta
A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) enviou ao JL Online um pronunciamento, na tarde desta quarta-feira, em razão da matéria sobre a entrega de maças podres aos alunos. No documento, a entidade questiona a justificativa da SP Alimentação para as maçãs terem estragado. A empresa alegou que o calor contribuiu para o apodrecimento das frutas, contudo em nota a ABPM afirmou que: “o ambiente refrigerado é sim o ideal para preservar a qualidade da fruta pelo maior tempo possível, porém, mesmo que a maçã seja mantida em condições extremas de exposição direta a raios solares, ela jamais terá uma degradação tão grande da qualidade em poucas horas, como sugerem os comentários da empresa SP Alimentação”.
(Jornal de Londrina Online)
De acordo com o secretário, Nilso Paulo da Silva, a denúncia foi protocolada oficialmente somente na manhã desta quarta-feira e a empresa terá cinco dias para apresentar a defesa sobre o caso. “No entanto, neste caso não tem muito que a empresa explicar, pois as imagens são claras”, comenta. Nesta quinta-feira (12) vence o prazo enviar à prefeitura as explicações sobre os problemas registrados na entrega de carnes e a segunda-feira (16) é o limite para a SP Alimentação se pronunciar a respeito dos problemas com a distribuição dos hortifrutigranjeiros.
Sobre a declaração do prefeito interino, José Roque Neto (PTB), na terça-feira de que iria orientar a Procuradoria Jurídica da Prefeitura a suspender o contrato de fornecimento da merenda escolar, Silva, que também ocupa o cargo de Procurador Jurídico, informou que ainda não foi enviada nenhuma recomendação. “Acredito que o prefeito deve aguardar todos os pedidos de informação solicitados pela prefeitura para depois analisar se elas são suficientes ou não. Caso considere que sejam inadequadas, o prefeito deverá fazer o encaminhamento à Procuradoria. Desta forma, ele não dará margem para um julgamento sem ouvir a outra parte envolvida”, explica.
Problemas com a empresa se arrastam desde o começo do contrato, em 2006, quando a Prefeitura terceirizou o serviço por R$ 10,4 milhões anuais. Além do próprio prefeito, os vereadores também aprovaram na sessão de terça-feira (10) um requerimento em que pedem a “imediata suspensão do contrato” com a empresa. Apenas neste ano, a SP enfrentou suspeitas de armazenar alimentos sem condições técnicas, de fornecer carne de qualidade inferior - não especificada em contrato – servir porções individuais reduzidas e, agora, de oferecer maçãs podres.
Segundo Silva, a Comissão Especial criada pela Prefeitura para apurar a denúncias vai apresentar nos próximos dias um relatório parcial do que foi investigado. O secretário adiantou que um dos argumentos apresentados pela SP Alimentação é o problema com fornecedores. “No entanto, eles não explicam que tipos de problemas estão enfrentando com os fornecedores. Eles chegaram a romper o contrato com um fornecedor de hortifruti, mas não informaram para a prefeitura o motivo”, afirma
O secretário diz que no relatório que será apresentado à empresa não apresenta a questão financeira como um dos motivos pela queda da qualidade dos alimentos servidos. “Formalmente a empresa não diz que está faltando dinheiro, já que o pagamento por parte da prefeitura está em dia. Porém, em 2008 eles solicitaram um reajuste no contrato e que foi negado pela gestão anterior”, comenta.
A reportagem do JL entrou em contato com a assessoria de imprensa da SP Alimentação para saber se a empresa já tinha providenciado as respostas ao pedido da prefeitura sobre os problemas na distribuição de carne, mas a assessoria não soube informar se o documento está finalizado.
Associação dos Produtores de Maçãs se manifesta
A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) enviou ao JL Online um pronunciamento, na tarde desta quarta-feira, em razão da matéria sobre a entrega de maças podres aos alunos. No documento, a entidade questiona a justificativa da SP Alimentação para as maçãs terem estragado. A empresa alegou que o calor contribuiu para o apodrecimento das frutas, contudo em nota a ABPM afirmou que: “o ambiente refrigerado é sim o ideal para preservar a qualidade da fruta pelo maior tempo possível, porém, mesmo que a maçã seja mantida em condições extremas de exposição direta a raios solares, ela jamais terá uma degradação tão grande da qualidade em poucas horas, como sugerem os comentários da empresa SP Alimentação”.
(Jornal de Londrina Online)
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