Depois da soja transgênica, os produtores da região de Campo Mourão vão experimentar pela primeira vez o milho geneticamente modificado. A tecnologia já está disponível em outros países há mais de 10 anos, mas somente agora foi liberada para os produtores brasileiros, que querem conhecer o produto e buscar recuperar essa década de atraso. As expectativas em relação aos resultados no Brasil são grandes, pois, entre os concorrentes internacionais, eles já provaram ser positivos.
“Ainda não sabemos como será o desenvolvimento dessa variedade por aqui. Mas se tudo o que dizem for verdade, será muito bom”, diz o agricultor Carlos Nespolo, que plantou dois hectares e meio de milho transgênico Bt na Fazenda Santa Izabel, em Campo Mourão. “Temos que fazer esse experimento para compararmos não só a produtividade, mas também os custos de produção”, explica ao comentar que a semente do milho Bt é cerca de 30% mais cara do que a semente convencional.
Porém, por ser resistente ao ataque da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), o produtor usará uma quantidade menor de defensivos na lavoura transgênica. “Se vamos aplicar menos inseticidas, além de reduzir os riscos de contaminação ambiental e humana, nós estaremos economizando na aquisição do produto e em todo o processo de aplicação que envolve gastos com combustível, mão-de-obra e desgaste do maquinário”, explica Nespolo.
A conta que será feita no final da safra vai avaliar se a economia obtida com a redução na aplicação de defensivos foi compensatória em relação ao custo maior da semente. Se o resultado for satisfatório, os planos do agricultor incluem o plantio de mais 20 hectares de milho Bt na safrinha. Até agora, como primeiro resultado positivo, Nespolo conta que na área convencional de milho da Fazenda (que soma cerca de 90 hectares), já foi preciso fazer uma aplicação preventiva de defensivos. “Na área experimental com o Bt essa aplicação não foi necessária”, comenta.
Por ser uma novidade, poucos agricultores conseguiram as sementes do milho Bt para plantarem nessa safra. O material adquirido por Nespolo, que é associado à Coopermibra – Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil, foi repassada pela Agroeste Sementes. A variedade contém a tecnologia YieldGard da Monsanto Company.
Fonte: Assessoria Coopermibra
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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