terça-feira, 10 de março de 2009

Empresa entrega maçãs podres para ser servidas a alunos

Novos problemas com a distribuição da merenda escolar foram registrados em Londrina. Na manhã desta terça-feira (10), Júlio Cezar Gomes, diretor da Escola Municipal Eugênio Brugin, no Conjunto São Lourenço, zona sul, denunciou que a SP Alimentos, empresa responsável pela distribuição da merenda, entregou na escola maçãs podres. Aproximadamente 420 alunos ficaram sem a fruta que seria entregue como sobremesa.
Segundo Gomes, mais de 80% das frutas não tinham condições de consumo e a má qualidade das frutas era visível. “Quando as merendeiras abriram as caixas, que estavam lacradas, constaram o péssimo estado das maçãs. Eram frutas que não que nem os animais comeriam”, disse.
O diretor informou que entrou em contato com a empresa para avisar das condições das frutas e a solução apontada por uma funcionária foi a de servirem as que estavam boas. “Mandei suspender e não servir para ninguém, pois iria faltar para a grande maioria das crianças. A empresa ficou de vir na escola recolher as maças, mas até o final da manhã, ainda não apareceram. Se não vierem trocar as frutas, os alunos do período da tarde também ficarão sem sobremesas”, disse.
De acordo com Gomes, nas últimas semanas a Escola já tinha registrado problemas com a merenda. Segundo o diretor, a empresa muitas vezes entregava alimentos insuficientes. “Na sexta-feira (6), a empresa tinha que entregar 12 quilos de carne, mas deixaram apenas uns sete quilos na escola. Assim, a merenda ficou comprometida”, afirmou.
O diretor informou que fez um documento para entregar à Secretaria de Educação denunciando os problemas. “Fiz uma circular interna que levaria nesta terça-feira à Secretaria de Educação reclamando do atendimento da empresa. E mesmo antes de levar o documento, constatei esta irregularidade. Isto é um absurdo”, destacou.
O vereador Rony Alves (PTB), que preside a Comissão de Educação, Cultura e Desportos da Câmara de Vereadores e integra o Conselho Alimentar Escolar, esteve na escola e confirmou o problema. O vereador afirmou que tentará marcar um encontro com o prefeito interino, José Roque Neto (PTB), para discutir medidas para melhorar a qualidade do atendimento da SP Alimento. “Vou propor que realizemos uma ação conjunta, prefeitura e câmara, e chamemos para uma reunião a empresa responsável pela merenda para que ela explique o que realmente está acontecendo, pois este não é um caso isolado”, disse.
Para Alves, se a empresa não mudar a postura e a qualidade dos alimentos servidos nas escolas de Londrina, o contrato de terceirização deve ser rompido. “A empresa está brincando com a cara do povo londrinense. A SP tem que respeitar a população. Não dá para continuar com um contrato deste”, comentou.
O vereador está documentando a situação em que as frutas foram entregues na escola e acionará o Ministério Público na quarta-feira (11).
A reportagem entrou em contato com a SP Alimentos e a assessoria de imprensa ficou de retornar as ligações, mas, até o final da manhã, não havia se pronunciado. O JL também tentou contato com o secretário de Gestão Pública, Nilso Paulo da Silva, que estava em reunião e não pôde atender.
(Jornal de Londrina)

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