sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ministério Público pede exoneração de sobrinha de secretário municipal da Cohab

O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Renato de Lima Castro, recomendou nesta quinta-feira (12) a exoneração de uma funcionária que ocupava um cargo comissionado na Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina. A mulher foi contratada há cerca de dez dias para chefiar uma equipe de educação física no Centro Esportivo do Conjunto Maria Cecília, zona norte da cidade. A funcionária é sobrinha do secretário de Governo da prefeitura, Tercílio Turini.
De acordo com a recomendação do promotor “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta ou indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.
Conforme apurou o JL, a funcionária decidiu pedir exoneração do cargo na manhã desta quinta-feira (12). Turini informou à reportagem do JL que não teve influência na contratação da sobrinha. “Eu não a indiquei para o cargo, por isso cabe à Cohab tomar as medidas necessárias. Ela [a sobrinha] batalhou pelo cargo e tomou a decisão [de se exonerar do cargo] de foro íntimo”, diz.
O presidente da Cohab, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, afirmou que ela foi contratada como profissional de educação física. “Ela não foi contratada via Tercílio”, destaca. Silva observa que ela ganharia aproximadamente de R$ 1,6 mil no cargo. “Vamos ter que ir atrás de outra profissional, porque ela mesma pediu exoneração. Ficamos muito chateados porque ela estava desenvolvendo um bom trabalho, organizando a equipe de educação física no Maria Cecília”, observa.
O JL tentou contato com a funcionária exonerada, mas o telefone celular dela estava desligado.

Fonte: Jornal de Londrina

Nenhum comentário: